"Se quisermos modificar algum coisa, é pelas crianças que devemos começar." (Ayrton Senna)

sábado, 2 de outubro de 2010

DIA 15 DE OUTUBRO DIA DO PROFESSOR




Paulo Freire: Verdades da Profissão de Professor

Verdades da Profissão de Professor
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ROTINA PARA SALA DE AULA

                         

Uma boa aula

ROTINA NA AULA SOCIOCONSTRUTIVISTA

1. Leitura compartilhada - O professor lê todos os dias para os alunos, vários tipos de textos como: notícias, contos, poesias, histórias, fábulas, etc.

Lê por prazer, sem cobrar atividades nenhuma após esta leitura.

Objetivos: Professor enquanto modelo de leitor. Desenvolver no aluno o prazer pela leitura.

2. Roda de conversa - Professor e alunos conversam sobre assuntos variados.

Objetivos: Desenvolver no aluno a competência/oralidade. Falar o que pensa em grupos diversos, ouvir e respeitar as falas e pensamento de outras pessoas, dialogando, trocando, sendo crítico, etc.

Pode-se propor ao final o registro num texto coletivo do assunto debatido. O texto deve ser curto ( de preferência um parágrafo).

Sugestão: Criar caixas na sala com temas variados e neste momento, um destes temas, uma notícia, por exemplo, é sorteada.



3. Agenda - Atividade de cópia de texto com função social na língua (letramento)

Objetivos: Desenvolver técnicas de escrita (escrever da esquerda para a direita na linha, com capricho, etc.), além de registro diário das atividades realizadas durante a aula para acompanhamento dos pais.



4. Atividades de leitura - Esta atividade e imprescindível para a alfabetização. Todos os dias os alunos deverão desenvolvê-la. Lembre-se o bom escritor é antes um bom leitor. Deve ser realizada preferencialmente com textos que já sejam do domínio dos alunos que ainda não sabem ler convencionalmente.

Objetivos: Ler quando ainda não sabe ler (convencionalmente). Ajustar o falado ao escrito. Desenvolver a leitura.

Atividades de leitura: Leitura de ajuste, localizar palavras no texto (iniciar com substantivos) Ordenação de textos (frases, palavras), palavras cruzadas, caça. - palavras, adivinhas, localização de palavras nos textos, roda de leitura, roda de poesia, empréstimo de livros, projetos de leitura, etc.

É fundamental que intervenções tais como o trabalho com a letra inicial e final das palavras sejam feitas constantemente.

5. Atividades de escrita - Só se aprende ler, lendo e só se aprende a escrever, escrevendo. Copia é uma coisa, produção de escrita é outra. Na atividade de escrita, a criança escreve do jeito que ela sabe (hipótese de escrita) e o professor faz intervenções necessárias em relação à escrita, direto com o aluno.

Objetivos: Avançar na reflexão da Língua. Resolver a letra a ser usada (qualidade de letra), quantas letras usar (quantidade de letras), escrever textos com sentido (inicio, meio e fim), revisar ortografia e gramática, etc.

Atividades de escrita: Propor atividades de escrita com o alfabeto móvel completar textos (lacunas no início ou no final da frase), produção escrita de textos individuais e coletivos (listas, histórias, contos, etc.), reescrita de texto que se sabe de cor, revisão de textos, palavras cruzadas (sem banco de palavras), etc.

6. Atividade móvel - Este espaço é para que cada professor trabalhe de acordo com sua turma, jogos matemáticos, sala de leitura; Ciências, Estudos Sociais, Recreação e Artes.

É importante lembrar que nosso dia-a-dia escola, devemos estar desenvolvendo atividades de caráter interdisciplinar e transdisciplinar.
7. Atividade de casa - A atividade de casa é alvo de dúvidas e críticas por parte dos pais e dos professores (ou porque não tem "dever de casa" ou porque tem “dever de casa” demais ou porque “os alunos não fazem o dever”, etc.). O ideal é que a atividade de casa, planejada com antecedência, seja um desafio interessante, difícil, mas possível, que o aluno possa resolver sozinho.

Objetivo: Criar o hábito de estudar fora da escola, desenvolver a autonomia e a auto-aprendizagem.

Atividades de casa - Cruzadinha, caça-palavras, empréstimo de livros (6◦ feira trazer na 2◦ feira), leitura de textos e posterior ilustração, coletar rótulos, ler algo interessante e trazer para sala de aula, coletar materiais de sucata, observar fenômenos da natureza para posterior relato, pesquisas orais e escritas, etc.


fonte : net

domingo, 19 de setembro de 2010

AULA DE VERDADE E AULA DE MENTIRA

                                   
                   


Eu me lembro quando era estagiária. Entrava na sala de aula de uma professora que me recebia bem, de braços abertos. E sentava lá no fundo. Minha função era observar. E, observando, via um monte de erros da pobre da professora. Criticava, e achava todos eles um absurdo. E pensava comigo ,mesma como eu faria melhor, muito melhor. Balela. Hoje me vejo fazendo muitas daquelas coisas. Algumas sem querer, outras querendo mesmo, porque a prática me ensinou que é melhor assim. Porque tem uma diferença bem grande entre o pensar e o fazer. Uma diferença bem grande entre a teoria e a prática. Uma diferença bem grande entre a aula de mentira e a aula de verdade. Não porque as pessoas gostem de mentir. Mas porque gostam de imaginar. E quem imagina, imagina perfeitamente.

Eu vejo muita aula de mentira por aí. Vejo em fitas de cursos, vejo em relatos de professoras, vejo em livros, vejo em pessoas planejando, vejo em utopias, em realidades diferentes. A minha aula no plano é de mentira, até acontecer. Eu imagino ela passo a passo, descrevo, penso sobre ela. E quando ela acontece, ela vira aula de verdade.

 
E aula de verdade é assim: tem criança brigando e fazendo barulho o tempo todo. Tem criança dispersando, fugindo do assunto. Tem bilhetes ofensivos de pais na agenda. Tem criança doente, com febre, criança que vomita na sua roupa, as vezes faz cocô na calça, e precisa de você no banheiro pra ajudá-la. Tem criança carente, que te chama de mãe. Aula de verdade tem material que falta, que quebra; tem barulho externo, tem calor dentro da sala, tem irritação. Tem má vontade das crianças, tem dias de mau humor seu. Tem barca furada, tem informação errada, tem livro ruim, tem improvisação que dá errado. Aula de verdade tem plano que dá errado também, totalmente errado. E tem gente batendo na porta em hora imprópria, tem aparelho de som que não funciona, tem cadeado de vídeo que não abre, tem chave que some. Tem tinta que cai no chão, tem sujeira de papel recortado, tem mesa riscada de giz, tem lanche derramado, tem lápis sem nome caído no chão. Aula de verdade tem incompreensão com os outros adultos da escola, tem divergência com a parceira, tem divergência com pontos de vista da coordenadora, da diretora, das outras pessoas. Em aula de verdade, às vezes sobra tempo, às vezes falta tempo. Em aula de verdade, tem criança que chora, criança que fala demais, que é agressiva, que é tímida, que pega coisas dos outros e esconde, que é revoltada. Tem criança que não aprende, por mais que você tente. E tudo isso é de verdade. Muita verdade. Quem já deu aula, sabe que é assim. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

LIDERANÇA

Seja um Líder


O novo líder do século XXI deve ser diferente de tudo o que possa vincular a sua posição a um status de poder autoritário. Ao contrário; precisa desenvolver uma perfeita habilidade para conduzir sua autoridade, influenciando e motivando seus liderados, estimulando-os a contribuir para a realização do objetivo ou do projeto em execução. Deve socializar as responsabilidades de maneira sutil, vinculando o sucesso de cada membro ao sucesso do grupo. Obviamente; sempre será necessário exercer alguma forma de poder para liderar uma equipe. No entanto, o autoritarismo deve ser descartado e substituído por preceitos mais eficientes embasados em relações mais humanas.


Os líderes do passado, preferiam manter as pessoas em estado de ignorância para facilitar a manipulação através da intimidação e do autoritarismo. Felizmente essa era está chegando ao fim. Quem tenta se manter na liderança utilizando-se dessa filosofia está fadado ao fracasso, visto que hoje existem poucos seres humanos ingênuos. Para liderar e obter êxito nos dias atuais é necessário ter paciência, humildade disciplina, respeito e compromisso. Além do mais num mundo competitivo como o de hoje, produtividade significa muito mais que a produção física em si. Há que se levar em conta que muito pais precioso que a mão-de-obra é o ser que a produz. Investir no capital humano é a tarefa do novo líder que deseja se manter no topo.
Um ser humano motivado produz muito mais do que dez outros que estejam sendo subjugados ou coagidos pelo temor.

O líder do século XXI alcançará status pela sua capacidade em lidar com as diferenças, respeitando-as e utilizando-as como fator decisivo para o progresso do projeto e para o bem comum, ao mesmo tempo. O líder do futuro é aquele que respeita os seus liderados, permitindo e até estimulando o desenvolvimento das competências e habilidades da equipe, exercendo seu "poder" de uma forma mais humana. Só assim, poderá ser respeitado de fato, pelo seu modo de ser embasado em preceitos de ética, justiça, equilíbrio e por um entusiasmo que contagia todo o grupo. Em outras palavras, o novo líder é aquele que suprime o exercício do poder para exercitar a autoridade motivadora. Ao invés de controlar pelo medo, contagia a equipe, encorajando as pessoas a se sentirem mais seguras, dignas e necessárias ao bom desempenho das tarefas que lhes são confiadas.

Um líder deve ter sensibilidade - quase espiritual - para perceber e entender as necessidades prementes daqueles que pretende liderar. Deve ter uma personalidade otimista e positiva que inspire confiança, mantendo a equipe sempre entusiasmada.
O fator primordial para potencializar a sua capacidade de liderar está diretamente relacionado à sua capacidade de servir. Todas relações sociais harmônicas são embasadas na troca. Uma empresa líder de mercado troca seus produtos por uma quantidade de dinheiro a que as pessoas estão dispostas a pagar, tendo em vista a sua real necessidade e o valor agragado. Assim é com a liderança: servindo aos seus colaboradores em suas necessidades, você têm um retorno garantido e proporcional à sua capacidade em servir bem.

O líder atual deve ser ativo e atualizado, buscando sempre um aprimoramento contínuo que amplie seus conhecimentos e suas habilidades para que possa transparecer confiança aos liderados. Além disso; deve dominar com maestria a área de atuação para que possa exercer seu papel com competência.


O novo líder deve ser ainda um profundo conhecedor da psique humana. Deve compreender e respeitar o lado abstrato da organização, aprendendo a trabalhar as diferenças de tal forma a criar uma equipe harmônica e cooperativa, onde todas os membros se sintam integrados e valorizados.
Todos os grandes líderes de fato são pessoas que se mostram capazes de dirigir um projeto com extrema paixão, sentimento e entusiasmo. Essa demonstração de amor, afeto e fé ao que se faz ou se pretende fazer, cativa as pessoas e as atraem como imã para perto de si. Pense nisso se você estiver disposto a galgar algum posto de liderança. Através dessa influência positiva e motivadora, surge a perspectiva de uma liderança duradoura e eficaz que pode produzir mais e melhor. Isso não significa que o líder deva ficar a mercê dos seu liderados. Pelo contrário: os liderados é que devem sentir-se bem diante de um comando humanitário, eficaz, planejado, justo, organizado e harmônico. Aquele que não se entrosar nesse ambiente, tampouco poderá ser considerado colaborador. E, aí, entra a capacidade gerencial do líder que começa na seleção inicial do seu pessoal, passa pelos ajustes necessários e finaliza com a necessária intervenção quando for necessário. Dessa forma; o novo líder executa uma autoridade eficaz, sem contudo se tornar autoritária.

Há pessoas que são líderes natos. Quem não se lembra dos tempos de escola onde sempre alguém se sobressaía nos papéis de comando. Mas isso não significa que a liderança não pode ser construída. Ninguém nasce pronto. Todos os pequenos ou grandes líderes se fizeram mediante um aprendizado consciente ou inconsciente. Muitas vezes; as bases do caráter de um líder são construídas no ambiente familiar ou social em que vive. Outras lideranças são construídas à duras penas, diante das necessidades e obrigações que a vida impõe.

Se você já possui desenvolvido um espírito de liderança, é hora de repensar nos novos paradigmas apresentados, dentro do conceito da nova sociedade global, crítica e analítica que está sendo formada nas escolas e fora delas.
Se você não tem nada de líder, é hora de aprender a se tornar um, com urgência. A sociedade está carente de novos líderes que se sustentem a si mesmos e dêem sustentação ao bem comum, pelo exemplo e pela competência.

Todos devem apreender os preceitos de liderança. Para ser um bom pai é preciso ser um bom líder. Para administrar um lar, torna-se imprescindível ter conhecimento de alguns preceitos de liderança. Para gerenciar uma empresa, uma equipe... Enfim.

Por ser uma necessidade básica a todo ser humano que deseja crescer e evoluir em qualquer aspecto da existência, eu (Francisco Ferreira) resolvi postar este texto sobre liderança aqui na Casa do Aprendiz. A seguir; apresento uma análise pessoal sobre alguns preceitos de liderança embasado em pesquisas pessoais, vivências e cursos. Espero que seja de grande valia para todos e que sirvam de estímulo para a busca de novos conhecimentos. Vejamos:


Perfil do novo líder

- O novo líder deve, em primeiro lugar, conhecer profundamente a essência de seu próprio ser (autoconhecimento). Para tanto, deve fazer uma introspecção pelos caminhos do eu, observando e analisando seus próprios sentimentos, reconhecendo seus vícios e suas virtudes, fazendo uma relação entre seus pensamentos, sentimentos e ações. Somente conhecendo e dominando a si próprio, pode um homem ser capaz de liderar com êxito;


- Capacitar-se a identificar, rotular e dirigir seus sentimentos controlando e reprimindo as emoções negativas e a tensão ao mesmo tempo em que trabalha a sua psique para a ampliação de sentimentos que constroem.

- Aprender a lidar com seus sentimentos para se tornar capaz de compreender os sentimentos dos outros e inserir na perspectiva de cada um. Para isso, o líder deve desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender como esse outro se sente com relação aos demais. Isso se faz mediante o desenvolvimento de uma intuição racional, construída na observação das reações emocionais dos outros; na observação de padrões de comportamentos de pessoas e grupos; na interpretação de indícios sociais característicos de cada um e entendendo como aplicar os mecanismos de influência pessoal e social para delinear comportamentos e ações dos liderados;

- Buscar a excelência em todos os aspectos de sua vida, principalmente naqueles relacionados à sua área de atuação;

- Demonstrar na prática a disposição para fazer sacrifícios pessoais significativos pelo bem comum;

- Elaborar um plano de ação e apresentá-lo ao grupo como algo em construção, inacabado; demonstrando disposição em aceitar opiniões e idéias para aprimorá-lo;

- Em todas as questões de interesse coletivo; pergunte ao grupo o que é ideal para a solução dos problemas e apresente, em contrapartida, o que é possível no momento, deixando a perspectiva de, com a ação responsável de todos, melhorar sempre para alcançar tal meta;

- Comprometer-se com os outros, com as diferenças pessoais e com os valores éticos e morais;

- Incutir na ideologia do grupo que os esforços pessoais são pré-requisitos para o crescimento em todas as áreas: familiar, profissional e social; demonstrando - se possível - através da citação de exemplos, que nada de grande se constrói de repente;

- Ter bom conhecimento de mundo e profundo conhecimento das áreas afins ao círculo de ação vinculado ao seu projeto, empreendimento ou meta;

- Desenvolver a capacidade de motivar as pessoas não só pela emoção, mas também pelo exemplo;

- Apresentar seus propósitos, projetos ou metas de maneira clara e definida, em uma linguagem objetiva, ao alcance de todos;

- Reforçar seu grande empenho e seu fiel compromisso ao que diz e ao que faz, proporcionando um impacto positivo nas pessoas. Dessa forma; os seus liderados se identificam com a sua proposta, passando a internalizar as suas idéias;

- Planejar de antemão suas ações para que possa perseverar em suas decisões de tal forma que inspire confiança e motivação no grupo;

- Manifestar e encorajar nos membros do grupo o desejo de auxiliar no desenvolvimento do projeto, vinculando o mesmo ao desenvolvimento pessoal e coletivo. Isso se faz reforçando a idéia de que o crescimento e o fortalecimento de cada um será essencial para o sucesso do projeto e vice-versa;

- Celebrar e reforçar a necessidade da harmonia da equipe, convocando a todos para permanecerem com espírito de alegria, solidariedade, dignidade, reforçando a importância da união para o sucesso de cada um, do grupo e em conseqüência, do projeto em andamento.

Ajude-nos a disseminar idéias que constroem. Envie o texto desta página para alguém que você estima,


Este texto foi escrito por Francisco Ferreira (Mr. Smith).
Está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
Fonte: http://www.acasadoaprendiz.com.br/seja_um_lider.html

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A ARTE DE PRODUZIR FOME



A ARTE DE PRODUZIR FOME - RUBEM ALVES

Uma enorme lição de ensinar!

Adélia Prado me ensina pedagogia. Diz ela: "Não quero faca nem queijo; quero é fome". O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de comer queijo. Se não tenho fome é inútil ter queijo. Mas se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de arranjar um queijo...
Sugeri, faz muitos anos, que, para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podem dar lições aos professores. Foi na cozinha que a Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias... Se vocês, por acaso, ainda não as conhecem, tratem de conhecê-las: a Babette, no filme "A Festa de Babette", e a Tita, em "Como Água para Chocolate". Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não começam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome...
Quando vivi nos Estados Unidos, minha família e eu visitávamos, vez por outra, uma parenta distante, nascida na Alemanha. Seus hábitos germânicos eram rígidos e implacáveis.
Não admitia que uma criança se recusasse a comer a comida que era servida. Meus dois filhos, meninos, movidos pelo medo, comiam em silêncio. Mas eu me lembro de uma vez em que, voltando para casa, foi preciso parar o carro para que vomitassem. Sem fome, o corpo se recusa a comer. Forçado, ele vomita.
Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim "affetare", quer dizer "ir atrás". É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.
Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde morava, havia uma casa com um pomar enorme que eu devorava com os olhos, olhando sobre o muro. Pois aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia.
Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas frutinhas vermelhas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las.
E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar. Anote isso: o pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.
Se eu não tivesse visto e desejado as ditas frutinhas, minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine se a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes sobre o muro, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das ditas frutinhas, as pitangas. Nesse caso, também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho, sem que eu tivesse tido necessidade de pensar. Anote isso também: se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido perguntas.
Provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar me fez uma primeira sugestão, criminosa. "Pule o muro à noite e roube as pitangas." Furto, fruto, tão próximos... Sim, de fato era uma solução racional. O furto me levaria ao fruto desejado. Mas havia um senão: o medo. E se eu fosse pilhado no momento do meu furto? Assim, rejeitei o pensamento criminoso, pelo seu perigo.
Mas o desejo continuou e minha máquina de pensar tratou de encontrar outra solução: "Construa uma maquineta de roubar pitangas". McLuhan nos ensinou que todos os meios técnicos são extensões do corpo. Bicicletas são extensões das pernas, óculos são extensões dos olhos, facas são extensões das unhas.
Uma maquineta de roubar pitangas teria de ser uma extensão do braço. Um braço comprido, com cerca de dois metros. Peguei um pedaço de bambu. Mas um braço comprido de bambu, sem uma mão, seria inútil: as pitangas cairiam.
Achei uma lata de massa de tomates vazia. Amarrei-a com um arame na ponta do bambu. E lhe fiz um dente, que funcionasse como um dedo que segura a fruta. Feita a minha máquina, apanhei todas as pitangas que quis e satisfiz meu desejo. Anote isso também: conhecimentos são extensões do corpo para a realização do desejo.
Imagine agora se eu, mudando-me para um apartamento no Rio de Janeiro, tivesse a idéia de ensinar ao menino meu vizinho a arte de fabricar maquinetas de roubar pitangas. Ele me olharia com desinteresse e pensaria que eu estava louco. No prédio, não havia pitangas para serem roubadas. A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. E anote isso também: conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido.
Dizia Miguel de Unamuno: "Saber por saber: isso é inumano..." A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar faca e queijo ao aluno, provocar a fome... Se ele tiver fome, mesmo que não haja queijo, ele acabará por fazer uma maquineta de roubá-los. Toda tese acadêmica deveria ser isso: uma maquineta de roubar o objeto que se deseja...

Rubem Alves, 68, é educador e psicanalista. Está relendo "O Livro dos Seres Imaginários", de Jorge Luis Borges. Acabou de escrever um livro para suas netas —uma máquina do tempo a viajar pelo seu mundo de menino. Conta da casa de pau-a-pique, do fogão de lenha, do banho na bacia. Lançou "Conversas sobre Política" (Verus).




FONTE BLOG : FORMAR O PROFESSOR http://assuntandoaformacao.blogspot.com/


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial

                                         

O que é um grande filme? Esta é uma pergunta difícil de responder.

Difícil, principalmente quando nos deparamos com produções como “Taare Zameen Par” que é traduzido para o português como, “Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial” ou simplesmente “Somos Todos Diferentes”.
O filme revela-se como uma preciosidade principalmente para que convive com as questões educacionais.

A história gira em torno das condições adversas de Ishaan Awasthi, um garoto de 9 anos que tem  dificuldades de aprendizagem .Um belíssimo filme indiano sobre dislexia. Uma obra prima que nos convida a refletir sobre a importância do professor na identificação de possíveis problemas, a partir da observação do comportamento de seus alunos, bem como na tomada de decisões que impliquem na melhoria na qualidade do ensino/aprendizado dos mesmos.

SE VC É EDUCADOR NÃO DEIXE DE VER , SE JÁ VIU RECOMENDE.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um Cinturão Graciliano Ramos



 As minhas primeiras relações com a justiça foram dolorosas e deixaram-me funda impressão. Eu devia ter quatro ou cinco anos, por aí, e figurei na qualidade de réu (1). Certamente já me haviam feito representar esse papel, mas ninguém me dera a entender que se tratava de julgamento. Batiam-me porque podiam bater-me, e isto era natural.
Os golpes que recebi antes do caso do cinturão, puramente físicos, desapareciam quando findava a dor. Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as costas de manchas sangrentas. Moído, girando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas costelas grandes lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com água de sal — e houve uma discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o procedimento da filha e esta afligiu-se. Irritada, ferira-me à toa, em querer. Não guardei ódio a minha mãe: o culpado era o nó. Se não fosse ele, a flagelação me haveria causado menor estrago. E estaria esquecida. A história do cinturão, que veio pouco depois, avivou-a.

Meu pai dormia na rede, armada na sala enorme. Tudo é nebuloso. Paredes extraordinariamente afastadas, rede infinita, os armadores longe, e meu pai acordando, levantando-se de mau humor, batendo com os chinelos no chão, a cara enferrujada. Naturalmente não me lembro da ferrugem, das rugas, da voz áspera, do tempo que ele consumiu rosnando uma exigência. Sei que estava bastante zangado, e isto me trouxe a covardia habitual. Desejei vê-lo dirigir-se a minha mãe e a José Baía, pessoas grandes, que não levavam pancada. Tentei ansiosamente fixar-me nessa esperança frágil. A força de meu pai encontraria resistência e gastar-se-ia em palavras.

Débil e ignorante, incapaz de conversa ou defesa, fui encolher-me num canto, para lá dos caixões verdes. Se o pavor não me segurasse, tentaria escapulir-me: pela porta da frente chegaria ao açude, pela do corredor acharia o pé de turco. Devo ter pensado nisso, imóvel, atrás dos caixões. Só queria que minha mãe, sinhá Leopoldina, Amaro e José Baía surgissem de repente, me livrassem daquele perigo.
Ninguém veio, meu pai me descobriu acocorado e sem fôlego, colado ao muro, e arrancou-me dali violentamente, reclamando um cinturão. Onde estava o cinturão? Eu não sabia, mas era difícil explicar-me: atrapalhava-me, gaguejava, embrutecido, sem atinar com o motivo da raiva. Os modos brutais, coléricos, atavam-me; os sons duros morriam, desprovidos de significação.
Não consigo reproduzir toda a cena. Juntando vagas lembranças dela a fatos que se deram depois, imagino os berros de meu pai, a zanga terrível, a minha tremura infeliz. Provavelmente fui sacudido. O assombro gelava-me o sangue, escancarava-me os olhos.

Onde estava o cinturão? Impossível responder. Ainda que tivesse escondido o infame objeto, emudeceria, tão apavorado me achava. Situações deste gênero constituíram as maiores torturas da minha infância, e as conseqüências delas me acompanharam.

O homem não me perguntava se eu tinha guardado a miserável correia: ordenava que a entregasse imediatamente. Os seus gritos me entravam na cabeça, nunca ninguém se esgoelou de semelhante maneira.

Onde estava o cinturão? Hoje não posso ouvir uma pessoa falar alto. O coração bate-me forte, desanima, como se fosse parar, a voz emperra, a vista escurece, uma cólera doida agita coisas adormecidas cá dentro. A horrível sensação de que me furam os tímpanos com pontas de ferro (2).

Onde estava o cinturão? (3) A pergunta repisada ficou-me na lembrança: parece que foi pregada a martelo.

A fúria louca ia aumentar, causar-me sério desgosto. Conservar-me-ia ali desmaiado, encolhido, movendo os dedos frios, os beiços trêmulos e silenciosos. Se o moleque José ou um cachorro entrasse na sala, talvez as pancadas se transferissem. O moleque e os cachorros eram inocentes, mas não se tratava disto. Responsabilizando qualquer deles, meu pai me esqueceria, deixar-me-ia fugir, esconder-me na beira do açude ou no quintal.

Minha mãe, José Baía, Amaro, sinhá Leopoldina, o moleque e os cachorros da fazenda abandonaram-me. Aperto na garganta, a casa a girar, o meu corpo a cair lento, voando, abelhas de todos os cortiços enchendo-me os ouvidos — e, nesse zunzum, a pergunta medonha. Náusea, sono. Onde estava o cinturão? Dormir muito, atrás dos caixões, livre do martírio.
Havia uma neblina, e não percebi direito os movimentos de meu pai. Não o vi aproximar-se do torno e pegar o chicote. A mão cabeluda prendeu-me, arrastou-me para o meio da sala, a folha de couro fustigou-me as costas. Uivos, alarido inútil, estertor. Já então eu devia saber que rogos e adulações exasperavam o algoz. Nenhum socorro. José Baía, meu amigo, era um pobre-diabo.
Achava-me num deserto. A casa escura, triste; as pessoas tristes. Penso com horror nesse ermo, recordo-me de cemitérios e de ruínas mal-assombradas. Cerravam-se as portas e as janelas, do teto negro pendiam teias de aranha. Nos quartos lúgubres minha irmãzinha engatinhava, começava a aprendizagem dolorosa (4).
Junto de mim, um homem furioso, segurando-me um braço, açoitando-me. Talvez as vergastadas não fossem muito fortes: comparadas ao que senti depois, quando me ensinaram a carta de A B C, valiam pouco. Certamente o meu choro, os saltos, as tentativas para rodopiar na sala como carrapeta, eram menos um sinal de dor que a explosão do medo reprimido. Estivera sem bulir, quase sem respirar. Agora esvaziava os pulmões, movia-me, num desespero.
O suplício durou bastante, mas, por muito prolongado que tenha sido, não igualava a mortificação da fase preparatória: o olho duro a magnetizar-me, os
gestos ameaçadores, a voz rouca a mastigar uma interrogação incompreensível.

Solto, fui enroscar-me perto dos caixões, coçar as pisaduras, engolir soluços, gemer baixinho e embalar-me com os gemidos. Antes de adormecer, cansado, vi meu pai dirigir-se à rede, afastar as varandas, sentar-se e logo se levantar, agarrando uma tira de sola, o maldito cinturão, a que desprendera a fivela quando se deitara. Resmungou e entrou a passear agitado. Tive a impressão de que ia falar-me: baixou a cabeça, a cara enrugada serenou, os olhos esmoreceram, procuraram o refúgio onde me abatia, aniquilado.

Pareceu-me que a figura imponente minguava — e a minha desgraça diminuiu. Se meu pai se tivesse chegado a mim, eu o teria recebido sem o arrepio que a presença dele sempre me deu. Não se aproximou: conservou-se longe, rondando, inquieto. Depois se afastou.
Sozinho, vi-o de novo cruel e forte, soprando, espumando. E ali permaneci, miúdo, insignificante, tão insignificante e miúdo como as aranhas que trabalhavam na telha negra.


Foi esse o primeiro contato que tive com a justiça.


“Um Cinturão” – 1945 – de Graciliano Ramos


Projeto de lei proíbe
pai de dar palmada e beliscão em filho.

                            O projeto de lei que proíbe qualquer tipo de castigo físico em crianças e adolescentes foi aprovado pela comissão de Educação da Câmara. A proposta prevê mudança do novo Código Civil para retirar o dispositivo que não pune pais, responsáveis e educadores pelas palmadas, mesmo as pedagógicas.
 Pais que apelarem para palmadas e beliscões poderão sofrer punições previstas na proposta, que inclui "castigo corporal" e "tratamento cruel e degradante" como violações dos direitos na infância e adolescência.
Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fala em "maus tratos", mas não especifica os castigos que não podem ser aplicados pelos responsáveis pelos menores. Com o projeto, o governo diz querer acabar com a banalização da violência dentro de casa, de onde sai boa parte das denúncias. A proposta traz as mesmas penas já previstas no ECA para os pais. No caso das palmadas, as medidas vão desde o encaminhamento a programas de proteção à família e tratamento psicológico, advertência e até perda da guarda. 

                                                             polêmica está no ar...


É possível educar uma criança sem a famosa "palmadinha"?

Fonte: net

terça-feira, 3 de agosto de 2010


Ganhei esse selinho da amiga Aninha


blog PARAISO DO EDUCANDO


Selo e o prêmio servem de reconhecimento
e incentivo aos trabalho dos blogueiros
espalhados por todo o Brasil,
criando uma rede de indicações e blogs.
Quem recebe o selo, deve seguir algumas regrinhas,
estas visam indicar para Sunshine Award mais alguns blogs
para que sejam analisados e possivelmente premiados.

1- Criar um artigo sobre o prêmio;
2- Criar um link do blog que o indicou;
3- Indicar outros 12 blogs para a Sunshine Award;
4- Informar aos indicados sobre o prêmio.

Minhas amigas blogueiras:

Blog da Professora Maria Simões- http://professoramariasimoes.blogspot.com/
Blog: 100% Educação Infantil  -http://grasiela7282.blogspot.com/
Blog: Professora Maluquinha - http://valeriaattayde.blogspot.com/
Blog: Uma Professora Apaixonada - http://sonhoelua.blogspot.com/



sexta-feira, 30 de julho de 2010

vida maria


Vida Maria from Frederick C. Junior on Vimeo.

*DEFINIÇÃO DE SAUDADE*

                                  
Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (....) "... posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Comecei a frequentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim ! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano !
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe ... A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
" - Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida !"
Indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida ?
" - Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é ?"
(Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
"- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar.. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira !"
Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
"- E minha mãe vai ficar com saudades, emendou ela."
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
- E o que saudade significa para você, minha querida ?
- Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica !
Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista
Recife

quarta-feira, 28 de julho de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Tipos de pai

Pai : Que tipo é o seu?


                  

 
* PAI MORRO DA MANGUEIRA
é aquele que é pobre, mas tem filhos ilustres.
* PAI FUSQUINHA
é aquele que está velhinho, acabadinho, mas é útil para a
família inteira.

*PAI SUÍÇA
é aquele que ninguém sabe onde ela esconde o dinheiro.

*  PAI GELADEIRA VELHA
é aquele que é ruim, mas é o único que a gente tem.

* PAI SIRENE DE AMBULÂNCIA
é aquele que assusta todo mundo.
*PAI IMPOSTO DE RENDA
é aquele que antes de chegar todo mundo está falando mal
dele.
* PAI PARALAMAS DO SUCESSO
é aquele que usa óculos.

* PAI CHEQUE ESPECIAL
é aquele que socorre todo mundo no fim do mês.
* PAI ASSALTO A MÃO ARMADA
é aquele que só gosta de presentes caros.
* PAI  BANHEIRO DE AVIÃO
é aquele que esta sempre apertado , mas é na casa dele que a
gente vai em caso de necessidade.
* PAI  CESTA DE CAFÉ DA MANHÃ
é aquele que só chega na nossa casa de surpresa.

* PAI RAÇÃO ANIMAL
é aquele dura de engolir, mas muito elogiado.

* PAI  MATEMÁTICA
é aquele que soluciona todos os problemas.
*PAI  BACALHAU
é aquele que a gente só vê na semana santa.

* PAI CELULAR
é aquele que quando a gente precisa dele, não consegue
falar.

* PAI CHINELO DE DEDO
é aquele que nunca vai em festas

*PAI CARNAVAL PAULISTA
é aquele que a cada ano vai melhorando um pouco.

* PAI RODOVIA
é aquele cheio de defeitos mas a gente acredita que um dia
vai melhorar
* PAI POLICIA FEDERAL
é aquele que não gosta de ser enganado

* PAI PRESÍDIO
é aquele que morar perto dele é o maior sofrimento

* PAI PLAYCENTER
é aquele que a garotada adora a casa dele para brincar

*PAI SHAMPOO
é aquele que quando está errado, deixa a gente de cabelo em pé
*PAI MOCHILA
é aquele que você carrega porque não tem outro jeito
* PAI CARTÃO DE CRÉDITO
é aquele que ajuda muito, mas era melhor se ficasse em casa

* PAI PAPAI NOEL
é aquele que enche o saco
* PAI CEBOLA
é aquele que faz a gente chorar sem necessidade

* PAI LANTERNA
é aquele que quando a gente menos espera, está precisando
dele
* PAI VESTIBULAR
é aquele que deixa todo mundo nervoso
* PAI  PANELA DE PRESSÃO
é aquele que quando explode todo mundo sai de perto dele

* PAI BANDEIRA NACIONAL
é aquele que ninguém consegue dobrá-lo direito

*PAI  ENCICLOPÉDIA
é aquele que sabe tudo 

* PAI DETETIVE
é aquele que descobre sempre onde o filho está

* PAI SUPERMERCADO
é aquele que está sempre economizando

* PAI  ALMOFADA
é aquele que a gente encosta nele e não ouve nenhuma
reclamação

* PAI CHATO
é o pai dos outros !!!


Parabéns a todos os pais pelo seu dia!

sábado, 24 de julho de 2010

MODELOS DE LEMBRANCINHAS PARA OS PAIS







Existe o papai do céu...
E o papai que caiu do céu!

 


FONTE:   NET

LENDA DO BICHO-PAPÃO


                                   
              
O bicho-papão é uma figura fictícia mundialmente conhecida. É uma das maneiras mais tradicionais que os pais ou responsáveis utilizam para colocar medo em uma criança, no sentido de associar esse monstro fictício à contradição ou desobediência da criança em relação à ordem ou conselho do adulto. Desde a época das Cruzadas, a imagem de um ser assustador já era utilizada para gerar medo nas crianças. Os muçulmanos projetavam esta figura no rei Ricardo, Coração de Leão, afirmando que caso as crianças não se comportassem da forma esperada, seriam levadas escravas pelo melek-ric (bicho-papão): “Porta-te bem senão o melek-ric vem buscar-te”. A imagem do bicho-papão possui variações de acordo com a região. Segundo a tradição popular, o bicho-papão se esconde no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas gavetas e debaixo da cama para assustá-las no meio da noite. Outro tipo de bicho-papão surge nas noites sem luar e coloca as crianças mentirosas em um saco pra fazer sabão. Quando uma criança faz algo errado, ela deve pedir desculpas, caso contrário, segundo a lenda, receberá uma visita do bicho-papão.

FONTE:NET

LENDA A MULHER DA MEIA NOITE


A Lenda da Mulher da Meia Noite, também conhecida como Dama de Vermelho, Dama de Branco,etc. Enfim trata-se de uma lenda urbana que nada mais é do que um mito universal. Ocorre nas Américas e em toda Europa, de onde se remonta a origem dessa lenda. Trata-se de uma aparição na forma de uma bela mulher, normalmente vestida de vermelho, mas que pode ser também vista trajada de branco. Alguns dizem, que é uma alma penada que não sabe que já morreu, outros entretanto afirmam que é o fantasma de uma jovem assassinada que desde então vaga sem rumo e que pela forma brusca e violenta de desencarne não se dá idéia de que morreu ou não aceitou o fato. Um fato curioso em relação aos relatos ligados à essa figura é o de ela não aparecer à meia-noite, e sim, desaparecer nesse horário. Linda como é, parece uma jovem normal. Alguns relatos dão conta de que ela gosta de se aproximar de homens solitários nas mesas de bar, senta-se com ele, e logo o convida para que a leve para casa. Encantado com tamanha beleza (e sorte), todos topam na hora. Eles seguem o caminho a pé, conversa vai, conversa vem e conversando logo chegam ao destino dela. Parando ao lado de um muro alto, ela então diz ao infeliz do acompanhante: "É aqui que eu moro...". É nesse momento que a pessoa se dá conta que está ao lado de um cemitério, anexo a uma igreja e antes que possa dizer alguma coisa, ela desaparece, e nessa hora, o sino da igreja anuncia que é meia noite, cabe ao sujeito retornar para sua casa, caso não tenha tido um enfarte na hora, e ter uma estória macabra e interessante pra contar, ou bancar o garanhão de mentira e dizer que fez e aconteceu com a mulher (bonito se ela vier pra desmentir) . Outras vezes, ela surge, de noite, nas estradas, ocasionalmente desertas ou em madrugadas de chuva e neblina, (nota-se o porquê dessa lenda remontar suas origens na Europa) pedindo carona ou fazendo sinal para um táxi. Então, entra no carro e pede ao incauto motorista que a acompanhe até sua residência. E, mais uma vez a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encantadora diz: "É aqui que eu moro,- e ainda completa- não quer entrar comigo...?". Arrepiado da cabeça aos pés, a única coisa que a pessoa vê, é que ela acabou de sumir diante dos seus olhos,sem nem mesmo abrir a porta do carro, à meia-noite em ponto, justamente ao soar do sino da igreja.

FONTE: NET

LENDA NEGRINHO PASTOREIRO



É  uma lenda popular principalmente no sul do Brasil.Nos tempos da escravidão no Brasil, havia um fazendeiro malvado que tinha em sua fazenda escravos negros de várias idades, inclusive crianças. Num dia de inverno rigoroso o fazendeiro mandou um menino fosse pastorear seus cavalos e potros novos. Ao entardecer quando o menino voltou com os cavalos o fazendeiro reclamou que faltava um, um cavalo baio. Como castigo chicoteou o menino até sangrar e mandou o menino procurar o cavalo. Apavorado o menino foi a procura do cavalo baio. Quando finalmente o encontrou não conseguiu prendê-lo. Ao retornar à fazenda, o menino encontrou o fazendeiro ainda mais irritado. Este resolveu castigar chicoteou o garoto e o amarou em cima de um formigueiro. No dia seguinte o fazendeiro retornou ao local e se assustou com o que viu: o menino estava lá, de pé, sem nenhuma marca de chicotada, nem mordida de formigas, ao lado dele a Virgem Maria e próximo a eles o cavalo baio. O fazendeiro se ajoelhou pedindo perdão. O Menino nada respondeu, beijou as mãos da Nossa Senhora, montou no cavalo baio e partiu a galope

LENDA DO SACI

                                     
                             
O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil.O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca. Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.
Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo e ganhou da mitologia européia, um gorrinho vermelho. A principal característica do saci é a travessura, muito brincalhão ele se diverte com os animais e com as pessoas, muito moleque ele acaba causando transtornos como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa. Diz também a lenda, que os Sacis nascem em brotos de bambus, nestes eles vivem sete anos e após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

 fonte: net Lendas Folclóric

LENDAS O PAPA FIGO

           
                           
O Papa Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito que carrega um grande saco às costas. Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrair as vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.
Ele costuma sair à noite ou ao fim da tarde, na hora do crepúsculo, aproveitando o horário de saída das escolas. Seu aspecto pode variar de região para região. Algumas vezes é velho, sujo, sofre de hanseníase e tem o corpo coberto de chagas. Pode, também, ser alto, magro, pálido e com a barba por fazer. Às vezes, carrega um saco. Procura por crianças, atraindo-as com o intuito de raptá-las, extraindo-lhes, a seguir, o fígado.
Segundo a crença popular, o sangue é produzido no fígado. Quando este não funciona bem, o sangue apodrece, causando a lepra. A cura estaria no consumo do órgão sadio. Mas somente o fígado infantil teria pureza e força suficientes para aliviar o sofrimento dos hansenianos. E sempre haveria alguém disposto a pagar qualquer preço por tão poderoso e raro lenitivo.

É mito que ocorre em todo o Brasil, convergindo para outras figuras do ciclo do pavor infantil, como o lobisomem, o negro velho e o homem do saco. Segundo a versão registrada por Ademar Vidal, referente à Paraíba, a fim de não cometer injustiças, o papa-figo restringia sua caça apenas aos meninos mal-comportados, desobedientes, teimosos ou chorões.Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção do conto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no conto de Chapeuzinho Vermelho.


FONTE : Lendas Folclóricas net

ESPAÇO APRENDENTES: FOLCLORE BRASILEIRO INFANTIL

ESPAÇO APRENDENTES: FOLCLORE BRASILEIRO INFANTIL

FOLCLORE BRASILEIRO INFANTIL



PEGADINHAS







RESPOSTAS DAS  PEGADINHAS


  1. 1- Como está morto , não prefere nada.
  2. 2- Porque a porta da igreja fica aberta
  3. 3- A hora H
  4. 4- Quatro patas.
  5.  5-Quando fica com a pulga atrás da orelha
  6. 6- Nenhum. Boi não sabe cantar.
  7. 7- Porque é pintada
  8. 8- Do lado de fora.
  9. 9- Que tenha comido a primeira vez
  10. 10- Dois: o de dentro e o de fora
  11. 11- O cachorro-quente
  12. 12- Branca
  13. 13- Quando o mosquito vai embora
  14. 14- A gata.
  15. 15- Nenhum. ISSO não tem "r"
  16. 16- O nome
  17.  17- O alto-falante
VAMOS CANTAR ?




CRENDICES POPULARES
FONTE; LIVRO FOLCLORE BRASILEIRO INFANTIL

quarta-feira, 21 de julho de 2010

                                  

Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer

não derramo uma lágrima.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.
(Marta Medeiros)






PENSO QUE CUMPRIR A VIDA SEJA SIMPLESMENTE ENTENDER A MARCHA E IR TOCANDO EM FRENTE..


Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe

Só levo a certeza de que muito pouco eu sei

Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,

O sabor das massas e das maçãs,

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente

Compreender a marcha e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro levando a boiada

Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou

Estrada eu sou

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,

Um dia a gente chega, no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

E ser feliz

Ando devagar porque já tive pressa

E levo esse sorriso porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história,

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz